LEITURAS
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terça-feira, 26 de junho de 2012
segunda-feira, 25 de junho de 2012
E OS NOSSOS MITOS O QUE VÃO FAZER?...
CONSEQUÊNCIAS DA CRISE NA GRÉCIA !!
1. Zeus vende o trono a uma multinacional coreana.
2. Aquiles vai tratar o calcanhar na saúde pública.
3. Eros e Pan inauguram prostíbulo.
4. Hércules suspende os 12 trabalhos por falta de pagamento.
5. Narciso vende espelhos para pagar a dívida do cheque especial.
6. O Minotauro puxa uma carroça para ganhar a vida.
7. Acrópole é vendida e aí é inaugurada uma Igreja Universal do Reino de
Zeus.
8. Eurozona rejeita Medusa como negociadora grega: "Ela tem minhocas na
cabeça!".
9. Sócrates inaugura Cicuta's Bar para ganhar uns trocos.
10. Dionisio vende vinhos à beira da estrada de Marathonas.
11. Hermes entrega currículo para trabalhar nos correios.
Especialidade: entrega rápida.
12. Afrodite aceita posar para a Playboy.
13. Sem dinheiro para pagar os salários, Zeus liberta as ninfas para
trabalharem na Eurozona.
14. Ilha de Lesbos abre resort hetero.
15. Para economizar energia, Diógenes apaga a lanterna.
16. O Oráculo de Delfos anuncia os números do orçamento e provoca pânico
nas Bolsas.
17. Áries, deus da guerra, é apanhado em flagrante desviando armamento para
a guerrilha síria.
18. A caverna de Platão abriga milhares de sem abrigo.
19. Descoberto o porquê da crise: os economistas estão falando grego!
segunda-feira, 11 de junho de 2012
JÁ ESCAPÁMOS AO ABISMO?
JÁ ESCAPÁMOS AO ABISMO?
Sol, opinião
Aconteça o que acontecer – e apesar de tudo o que tem acontecido – «os portugueses já não estão perante o abismo».
Quem fala assim, quando a evidência do abismo é cada vez mais visível no horizonte português e europeu, já não é José Sócrates, com o optimismo à prova de bala que caracterizava o seu discurso de negação da realidade, mas o seu sucessor como primeiro-ministro: Passos Coelho.
A continuidade da retórica sobreviveu à diferença de estilos, um ano depois da tomada de posse do novo Governo que agora se vê confortado com a passagem em mais um exame da troika (embora ainda insatisfeita com a lei laboral e as rendas excessivas no sector da energia).
A marcha das falências e dos despedimentos, o aumento galopante do desemprego, a recessão em crescendo, o empobrecimento brutal do país parecem resumir-se a dificuldades dolorosas mas previsíveis e necessárias, que não deveriam impedir-nos de olhar para além do abismo. É pelo menos nisso que aparentam confiar Passos Coelho, Vítor Gaspar e o trio de examinadores estrangeiros das nossas contas.
O défice do primeiro trimestre deste ano foi, afinal, mais do dobro do que o previsto, reflectindo o impacto da retracção económica? É um mero acidente de percurso que não afectará o ajustamento final, assegura Passos. A explosão da bomba-relógio das PPP, revelada no último relatório do Tribunal de Contas, onerando o Estado e os contribuintes durante gerações e beneficiando bancos e concessionários privados? Resposta ‘politicamente correcta’: é outra herança funesta da era socrática, que irá – tal como as restantes – criar problemas tremendos mas não insuperáveis se formos ainda mais longe na aplicação do programa de austeridade.
A conjuntura internacional, as ameaças grega, italiana e espanhola – à qual estamos intimamente expostos –, o risco iminente de colapso da zona euro e a desagregação da própria União Europeia são ‘variáveis’ que Portugal obviamente não controla, mas das quais o nosso Governo parece não querer ouvir falar de todo. Como se pudesse escapar delas limitando-se a cumprir o papel de ‘bom aluno’ e a prosseguir um ajustamento caseiro que lhe evitará a queda nesse abismo invisível para os cegos que nos dirigem.
São cegos mas alguns deles também irreprimivelmente desbocados, como o ministro Relvas ou o ministro-fantasma das privatizações, António Borges. Exilado da Goldman Sachs e do FMI – que continua a pagar-lhe um salário de 225 mil euros isentos de impostos –, Borges acumula agora o trono de privatizador-mor com o de administrador não executivo da Jerónimo Martins. Privilégios e incompatibilidades escandalosas? Nem por sombras. Para Borges, segundo uma entrevista recente, o escândalo está nos salários excessivos (não o dele, claro) que se pagam em Portugal e prejudicam a nossa competitividade…
Relvas e Borges falam demais? Pois falam. Mas antes isso do que o contrário. O desbocamento tem a virtude de revelar – a quem ainda tivesse dúvidas – a duplicidade ética e política que podemos encontrar num Governo de ‘bons alunos’. Se Passos imagina Portugal livre do abismo, talvez devesse esforçar-se, pelo menos, em prevenir o abismo da falta de credibilidade que espreita o seu Governo.
Publicada por PÁGINA GLOBAL em 17:17
quinta-feira, 7 de junho de 2012
FRASE DO DIA
É MINHA, e gostei..
Esta noite, estava a jantar com um amigo que se manifestou desesperado (e baralhado, pensei logo) com a situação vivida em Portugal.
- Os gajos têm o poder todo. Podem dar-nos um pontapé no cu quando quiserem... - dizia-me ele, resignado.
- SE ESTIVERES DE CU PARA O AR É QUE VAI SER COMO ELES QUEREM - disse-lhe eu.
Esta noite, estava a jantar com um amigo que se manifestou desesperado (e baralhado, pensei logo) com a situação vivida em Portugal.
- Os gajos têm o poder todo. Podem dar-nos um pontapé no cu quando quiserem... - dizia-me ele, resignado.
- SE ESTIVERES DE CU PARA O AR É QUE VAI SER COMO ELES QUEREM - disse-lhe eu.
sábado, 2 de junho de 2012
AGIOTAGEM E CONTO DO VIGÁRIO
Sábado, 2 de Junho de 2012
AGIOTAGEM E CONTO DO VIGÁRIO
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Carvalho da Silva – Jornal de Notícias, opinião
O povo português, como outros povos europeus, vive submetido a processos de agiotagem cada vez mais refinados e, em Portugal, o conto do vigário tornou-se prática da governação económica e política. Os portugueses foram convidados a fazerem de conta que eram ricos e embalados em falsas festas de modernidade, autênticas cortinas de fumo que escondiam negociatas e fraudes monumentais. Depois, passaram a ser acusados de irresponsáveis e de terem andado a viver acima das suas possibilidades.
Mas quem foram ao longo dos anos os "irresponsáveis", ou seja, os verdadeiros responsáveis pelas dificuldades em que vivemos e pelas limitações em que hoje se nos apresenta o futuro?
O relatório do Tribunal de Contas sobre as parcerias público-privadas é mais uma peça que confirma os negócios ruinosos feitos por vários governos. Trata-se de um processo prenhe de ilegalidades, de enganos, de fraudes e vigarices feitas sobre a riqueza e o interesse de todo um povo.
As promessas do primeiro-ministro de repor a legalidade nesses negócios não têm concretização possível, por duas razões: primeiro, o problema fundamental é a génese subversiva desse tipo de parceria; segundo, o Governo está de corpo e alma nos pressupostos políticos e nos objetivos económicos que sustentam essas parcerias. O problema só será resolvido quando tivermos um Governo identificado com os interesses do povo e não com os interesses egoístas dos grandes acionistas da banca e dos grupos económicos.
A trapalhada em que está envolvido o ministro Relvas é outra expressão das manipulações e atuações antidemocráticas. A insistência no distanciamento do ministro em relação a um dos "operários" das jogadas chantagistas com que estes processos se desenvolvem e os argumentos "legalistas" e formais que o primeiro-ministro, o Governo, os partidos do poder e outra gente do centrão político vão repetir, só agravarão a situação. O povo ficará mais descrente no Governo e nas instituições. Acumulam-se assim graves riscos para a democracia.
Entretanto, os mandantes da União Europeia, do FMI e os agiotas internacionais prosseguem a imposição de brutais políticas de austeridade a Portugal e a outros países. O processo de destruição dos direitos dos trabalhadores e do Estado Social, e o empobrecimento da generalidade dos povos intensifica-se.
A agência Bloomberg, em nota recente, afirma não poder haver um devedor irresponsável sem que exista um outro irresponsável que tenha pensado fazer um bom negócio à conta de emprestar a juros ao primeiro. Foi isso mesmo o que começou por se concluir em 2007 quando o castelo de cartas da finança desregulada começou a cair nos EUA.
Quando a bolha imobiliária, alimentada pela avalanche de crédito rebentou, muita gente pensou (justamente desejou) que tinha acabado a festa da finança desregulada, mas isso foi um brutal engano.
As juras dos governantes dizendo aos povos que os especuladores iam ser castigados e todo o roubo reposto, foi outro conto do vigário.
Na Europa, ao longo da década do euro, parte das economias que utilizaram esta moeda, a começar pela alemã, tornaram-se extraordinariamente excedentárias, ao mesmo tempo que outra parte, incluindo a Grécia, Portugal, a Espanha e a Itália, se tornaram extraordinariamente deficitárias. Isso aconteceu porque as economias excedentárias desenharam a integração europeia e as suas políticas internas com esse objetivo: abriram a Europa às importações asiáticas, garantindo para aí exportações de alta tecnologia, alargaram a União Europeia a Leste, criando bases manufatureiras de trabalho qualificado e barato. No plano interno, comprimiram os salários e, por fim, criaram o euro. Como resultado, as periferias ficaram cada vez mais desindustrializadas e improdutivas. Estas políticas destruíram e destruirão muita coisa e, seguramente, o Estado Social. Há que derrotá-las!
Na realidade, vistas as voltas que o dinheiro dá, os "resgates" das periferias mais não são do que um saque organizado dos acionistas dos bancos alemães e outros, isto é, dos tais verdadeiros "irresponsáveis" que não se cansam em apontar o dedo para a irresponsabilidade alheia.
Publicada por PÁGINA GLOBAL em 16:56
segunda-feira, 28 de maio de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
sábado, 26 de maio de 2012
SUBSÍDIOS PARA TOURADAS
Subsídios para as touradas e depois não há dinheiro
No passado dia 21/03/2012
foi publicada no Diário da
República a lista dos subsídios
atribuídos pelo IFAP no 2.º
semestre de 2011, tal como se
havia publicado a listagem
relativa ao 1.º semestre de 2011 no
dia 26/09/...2011.
No ano de 2011 o
IFAP atribuiu subsídios no valor de €9.823.004,34 às empresas e
membros das famílias da tauromaquia.
Ortigão Costa -
1.236.214,63 €
Lupi - 980.437,77 €
Passanha - 735.847,05
€
Palha - 772.579,22 €
Ribeiro Telles - 472.777,55 €
Câmara -
915.637,78 €
Veiga Teixeira - 635.390,94 €
Freixo - 568.929,14 €
Cunhal
Patrício - 172.798,71 €
Brito Paes - 441.838,32 €
Pinheiro
Caldeira - 125.467,45 €
Dias Coutinho - 389.712,42 €
Cortes de Moura -
313.676,87 €
Rego Botelho - 420.673,80 €
Cardoso Charrua - 80.759,12
€
Romão Moura - 248.378,56 €
Brito Vinhas - 53.686,78 €
Romão Tenório -
283.173,89 €
Sousa Cabral - 318.257,79 €
Varela Crujo -
188.957,35 €
Assunção Coimbra - 330.789,44 €
Murteira - 137.019,76
€
Andam os canis municipais a
matar cães e gatos porque
não têm mais espaço
para os acolher e há 10
milhões de euros aplicados na
tourada só no ano de 2011? As
associações vivem de CARIDADE! Tal
como os velhotes que
nem têm dinheiro para
pagar os medicamentos com a
porcaria de reforma que
recebem! Este Verão vamos
ver mais e mais florestas a
arderem porque as câmaras
não têm subsídios para a
limpeza das mesmas, e Portugal não tem
dinheiro para comprar
helicópteros. Andam as esquadras da
polícia podres e os carros
enfiados em garagens porque
não há fundos para
os arranjar. Andam as
crianças a ir para a escola
sem tomar o pequeno almoço
porque há famílias que
só têm dinheiro para
pagar a porcaria das rendas
para não dormirem na
rua. Foram cortados
subsídios de Natal para ajudar a
pagar a dívida portuguesa ao
estrangeiro. Não há dinheiro
para nada mas há 10 MILHÕES DE EUROS
para a tauromaquia só num
ano?
sexta-feira, 25 de maio de 2012
D. MANUEL MARTINS E A CRISE
D. Manuel
Martins, Bispo Emérito de Setúbal
«Vejo esta crise com muita apreensão,
com muito desgosto, com alguma vergonha. Estou convicto que esta crise era
evitável se à frente do país estivessem pessoas competentes, isentas, pessoas
que não se considerassem responsáveis por clubes, mas que se considerassem
responsáveis por todo um povo, cuja sorte depende muito deles. E fico muito
irritado quando, por parte desses senhores, que nós escolhemos e a quem pagamos
generosamente, vejo justificar que esta crise impensável por que estamos a
passar, é resultante de uma crise mundial. Há pontas de verdade nesta
justificação. Esta crise, embora agravada por situações internacionais, é uma
crise que já podia ter sido debelado por nós há muito tempo, se nós não
andássemos a estragar o dinheiro que precisávamos para o pão de cada dia.(...)
Estas situações, da maneira como estão a ser agravadas e, sobretudo, da maneira
como estão a ser mal resolvidas, podem ser focos muito perigosos de um incêndio
que em qualquer momento pode surgir e conduzir a uma confrontação e a uma
desobediência civil generalizadas (...). Mete-me uma raiva especial quando vejo
o governo a justificar as suas políticas e as suas preocupações de manter e
conservar e valorizar o estado social do país. Pois se há alguém que esteja a
destruir o estado social do país, é o governo, com o que se passa a nível da
saúde, a nível da educação, a nível da vida das famílias, dos impostos, dos
remédios, mas que tem só atingido as pessoas menos capazes, enfim as pessoas que
andam no chão, as pessoas que estão cada vez com mais dificuldades em viverem o
dia-a-dia, precisamente por causa destas medidas do
governo.»
D. Manuel Martins, Bispo emérito de Setúbal, em entrevista à Antena 1. |
domingo, 13 de maio de 2012
NA VANGUARDA DO SERVILISMO
Daniel Oliveira – Expresso, opinião, em Blogues
A tese que vingou em Portugal sobre a forma de sairmos desta crise não foi a de que temos de organizar as nossas contas públicas. Não foi a de que devemos reduzir os custos de trabalho ou de contexto. Não foi a de que temos de crescer economicamente. Não foi a de que devemos renegociar a dívida. Não foi a de que devemos sair do euro. Não foi nem a tese neoliberal nem a tese keynesiana. Não foi a tese da austeridade nem a tese do investimento público. Foi aquela que não exige nenhum debate, nenhum esforço intelectual, nenhum confronto político: devemos fazer o que nos mandam fazer e estar caladinhos a ver se se esquecem de nós. Foi a tese do criado. "Não lhe pago para pensar", como dizem os patrões demasiado burros para suportarem as ideias dos outros.
Portugal ratificou o Tratado Orçamental. Aquele que, para além de definir vitaliciamente, sem ter em conta as variações do contexto económico e as necessidades de cada economia, os limites para o défice e para dívida, ainda decide como lá chegar, tornando o processo democrático e o parlamento em absolutas inutilidades. A pressa de parecer bem comportado foi tanta que fomos os primeiros fazê-lo. Os únicos a fazê-lo. Com a vitória de François Hollande muita coisa mudou na Europa. E o parlamento alemão adiou a aprovação do tratado. Ou seja, com a pressa de não ficarmos sozinhos, ficámos sozinho. São estas as tristes figuras que faz o capacho: no seu vanguardismo servil acaba por correr os riscos que queria evitar.
Entretanto, diz que Seguro e Passos andam zangados por causa de qualquer coisa. Cavaco Silva deixou um aviso: "Este é um tempo que requer muito bom senso e muita serenidade. Porque, diz o Presidente, os nossos dois principais ativos são o "consenso político" e o "consenso social". Consensos que, a existir, não resultam de qualquer desígnio nacional ou rumo para sair desta crise. Resultam apenas do medo. Ou seja, a nossa vantagem para sair da crise será a nossa anemia democrática. Francisco Van Zeller juntou a sua voz ao presidente e disse que "não podemos deixar o PSD separar-se do PS" (seria grave que os portugueses achassem que há alternativas) porque "se isso transparece lá para fora lá se vai um bocadinho da nossa credibilidade". "Lá fora" - como continua a nossa elite a ser tão deslumbrada e parola - podem julgar que isto é uma democracia e os partidos discordam uns dos outros. E isso é que não pode acontecer. Porque cada "bocadinho da nossa credibilidade" depende de parecermos indigentes na ausência de opiniões e servis na nossa obediência.
Publicada por PÁGINA GLOBAL em 18:16
domingo, 29 de abril de 2012
quinta-feira, 26 de abril de 2012
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