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quinta-feira, 19 de julho de 2012




Este formulário não era para os candidatos à Corporação?...
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segunda-feira, 25 de junho de 2012

PR CAVACO SILVA NA ROTA DAS VAIAS E DOS APUPOS



A comunicação social é relativamente branda com as vaias e apupos com que sistematicamente os portugueses o acolhem nas suas visitas estilo “corta fitas” (Américo Thomaz) a inaugurações e a outras superficiais passeatas que vai fazendo - à nossa custa e a medo - pelo país. Ainda bem, porque cumpre~se o "país dos brandos costumes".

A rota das vaias e apupos de Cavaco Silva já fez com que por receios a sua viatura e comitiva retrocedessem para Belém a meio de percurso de passeata a uma escola de Lisboa que por isso foi anulada. Quem tem cu tem medo, afirma-se em adágio popular português. E é bem verdade. Hoje Cavaco esteve mais afoito. O hábito de ser mal recebido já mora com ele. Pois é. O que custa mais é a Primeira Vez… Mais suscetivel de acontecer a quem é, sem pudor, PR só de uns quantos (poucos). (Redação PG – AV)

Manifestação recebeu Cavaco em Guimarães


Cerca de cem manifestantes aguardaram a chegada do Presidente da República a Guimarães, fazendo muito barulho e empunhando cartazes contra o código laboral promulgado por Cavaco Silva na semana passada.

Nos cartazes dos manifestantes podia ler-se "Cavaco os 10 mil euros de reforma não chegam, mas vive com os nossos 300 euros".

O Presidente da República foi a Guimarães para inaugurar a Plataforma das Artes e da Criatividade, onde recebeu a medalha de ouro da cidade. A distinção a Cavaco Silva foi decidida na quinta-feira com o voto contra do vereador da CDU.

Durante a inauguração, o presidente da República sublinhou que a "ligação" entre criatividade e empreendorismo pode contribuir para "melhorar" a qualidade de vida da população e "até estimular a empregabilidade".

"Essa ligação contribuirá para melhorar a qualidade de vida e as condições de vida da população do Norte do país e até estimular a empregabilidade, principalmente dos mais jovens", afirmou.

Minutos antes, no discurso de inauguração do edifício e de agradecimento pela distinção, Cavaco Silva salientou a "necessidade" do Norte do país "se afirmar como um espaço privilegiado de crescimento das indústrias criativas em articulação com a atividade empresarial".

Segundo o presidente da Republica "desta articulação irá decerto resultar uma renovada dinâmica para as empresas" e "constituirá também um importante elemento de empregabilidade de jovens talentos".

Confrontado com os protestos ouvidos aquando da chegada à Plataforma das Artes e da Criatividade, Cavaco Silva escusou-se a comentar dizendo, porém, que "vivemos numa democracia".

segunda-feira, 28 de maio de 2012

CAVACO E O BANCO ALIMENTAR


Banco Alimentar: Cavaco pediu para deixarem algumas coisas em Belém, que eles voltam terça

Cavaco Silva congratulou-se este domingo, em Singapura, com o sucesso da campanha do Banco Alimentar realizada este fim-de-semana e pediu para deixarem algumas coisas em Belém, porque eles regressam na terça.

«Regressamos na terça-feira e ainda não sabemos como vai ser este mês. Com isto da viagem, ainda gastámos algum dinheiro, eu tive de comprar duas garrafas de água em Timor, porque não se pode beber água da torneira, não sei mesmo como vai ser, por isso, se puderem deixar, sei lá, arroz, massa, azeite e atum... Maria, lembras-te de mais alguma coisa? Ah, sim! Feijão, bem lembrado. Também precisamos de feijão, porque temos Conselho de Estado na quinta e os conselheiros adoram a feijoada da Maria», afirmou o Presidente.

Recorde-se que Cavaco Silva já se havia queixado dos cortes nas suas pensões e na dificuldade em fazer face às despesas mensais, e como já não pode recorrer ao Banco Português de Negócios, recorreu ao Banco Alimentar.  


Isto é brincadeira, claro... Cavaco não gastou nada nas suas viagens. Foi o erário público.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

AHH, SE TIVESSEMOS MAR...!!!


AHH, SE TIVESSEMOS MAR...!!!

Da crónica de João Quadros no Negócio On-Line:
"Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) demonstram que o Pingo Doce (da Jerónimo Martins) e o Modelo Continente (do grupo Sonae) estão entre os maiores importadores portugueses."
Porque é que estes dados não me causam admiração? Talvez porque, esta semana, tive a oportunidade de verificar que a zona de frescos dos supermercados parece uns jogos sem fronteiras de pescado e marisco.
Uma ONU do ultra-congelado.
Eu explico.

Por alto, vi: camarão do Equador, burrié da Irlanda, perca egípcia, sapateira de Madagáscar, polvo marroquino, berbigão das Fidji, abrótea do Haiti...
Uma pessoa chega a sentir vergonha por haver marisco mais viajado que nós.
Eu não tenho vontade de comer uma abrótea que veio do Haiti ou um berbigão que veio das exóticas Fidji. Para mim, tudo o que fica a mais de 2.000 quilómetros de casa é exótico.
Eu sou curioso, tenho vontade de falar com o berbigão, tenho curiosidade de saber como é que é o país dele, se a água é quente, se tem irmãs, etc.

Vamos lá ver. Uma pessoa vai ao supermercado comprar duas cabeças de pescada, não tem de sentir que não conhece o mundo. Não é saudável ter inveja de uma gamba. Uma dona de casa vai fazer compras e fica a chorar junto do linguado de Cuba, porque se lembra que foi tão feliz na lua-de-mel em Havana e agora já nem a Badajoz vai.
Não se faz.
E é desagradável constatar que o tamboril (da Escócia) fez mais quilómetros para ali chegar que os que vamos fazer durante todo o ano.
Há quem acabe por levar peixe-espada do Quénia só para ter alguém interessante e viajado lá em casa. Eu vi perca egípcia em Telheiras... fica estranho. Perca egípcia soa a Hercule Poirot e Morte no Nilo. A minha
mãe olha para uma perca egípcia e esquece que está num supermercado e imagina-se no Museu do Cairo e esquece-se das compras.
Fica ali a sonhar, no gelo, capaz de se constipar.

Deixei para o fim o polvo marroquino. É complicado pedir polvo marroquino, assim às claras. Eu não consigo perguntar: "tem polvo marroquino?", sem
olhar à volta a ver se vem lá polícia. "Queria quinhentos de polvo marroquino" – tem de ser dito em voz mais baixa e rouca.
Acabei por optar por robalo de Chernobyl para o almoço. Não há nada como umas coxinhas de robalo de Chernobyl.

Eu, às vezes penso: o que não poupávamos se Portugal tivesse mar.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

OBVIAMENTE, DEMITA-SE !


MANIFESTO SOBRESSALTO




Fernanda Câncio – Diário de Notícias, opinião

"É altura de os Portugueses despertarem da letargia em que têm vivido e perceberem claramente que só uma grande mobilização da sociedade civil permitirá garantir um rumo de futuro."(1)

"É oportuno tomar uma posição clara contra a iniquidade, o medo e o conformismo que se estão a instalar na nossa sociedade."(2)

"Precisamos de uma política humana, orientada para as pessoas concretas, para famílias inteiras que enfrentam privações absolutamente inadmissíveis num país europeu do século XXI."(3)

"Portugal é já o país da União Europeia com maiores desigualdades sociais."(4)

"Precisamos de um combate firme às desigualdades e à pobreza que corroem a nossa unidade como povo."(5)

"O rumo político seguido protege os privilégios, agrava a pobreza e a exclusão social, desvaloriza o trabalho."(6)

"A expectativa legítima dos Portugueses é a de que todas as políticas públicas e decisões de investimento tenham em conta o seu impacto no mercado laboral, privilegiando iniciativas que criem emprego ou que permitam a defesa dos postos de trabalho. [...] Exige-se, em particular, um esforço determinado no sentido de combater o flagelo do desemprego."(7)

"As medidas e sacrifícios impostos aos cidadãos portugueses ultrapassaram os limites do suportável. Condições inaceitáveis de segurança e bem-estar social atingem a dignidade da pessoa humana."(8)

"Sem crescimento económico, os custos sociais da consolidação orçamental serão insuportáveis. [...] Há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos."(9)

"O contrato social estabelecido na Constituição da República Portuguesa foi rompido pelo poder."(10)

"Precisamos de gestos fortes que permitam recuperar a confiança nos governantes e nas instituições."(11)

"Queremos apelar ao Povo português e a todas as suas expressões organizadas para que se mobilizem e ajam, em unidade patriótica, para salvar Portugal, a liberdade, a democracia."(12)

"É necessário um sobressalto cívico."(13)

"Queremos reafirmar a nossa convicção quanto à vitória futura, mesmo que sofrida, dos valores de Abril no quadro de uma alternativa política, económica, social e cultural que corresponda aos anseios profundos do Povo português."(14)

"Façam ouvir a vossa voz. Este é o vosso tempo. [... ] Mostrem que não se acomodam nem se resignam."(15)

(Ímpares: discurso de tomada de posse de Cavaco Silva, 9 de março de 2011; Pares: Comunicado da Associação 25 de Abril, 23 de abril de 2012)

Conclusão: "Com o espírito do 25 de Abril, juntos iremos vencer. Obrigado." - Cavaco Silva, 25 de abril de 2012.