sexta-feira, 20 de julho de 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
UM REGIME INJUSTO, DEVASSO E EXECRÁVEL
UM REGIME INJUSTO, DEVASSO E EXECRÁVEL
Eis o que escreve um raro varão honesto e
probo, um lutador pela causa cívica, pelos interesses da grande massa de
portugueses de segunda, há décadas traídos pela porca política: «O destino do país está na mão de aposentados. O
presidente Cavaco Silva, a primeira figura do Estado, é reformado. A segunda
personalidade na hierarquia protocolar, Assunção Esteves, é igualmente
pensionista. Também nos governos nacional e regionais há ministros que
recebem pensão de reforma, como Miguel Relvas ou até Alberto João Jardim. No Parlamento, há dezenas de deputados nesta
situação. Mas também muitas câmaras são presididas por reformados, do
Minho, ao Algarve, de Júlia Paula, em Caminha, a Macário Correia, em Faro. É imensa a lista de políticos no activo que têm
direito a uma pensão. Justificam este opulento rendimento com o facto de terem
prestado serviço público ao longo de doze anos ou, em alguns casos, apenas oito.
Esta explicação não convence, até porque uma parte significativa deste bando de
reformados não só não prestou qualquer relevante serviço à nação como ainda
utilizou os cargos públicos para criar uma rede clientelar em benefício
próprio. Foi graças a esta teia que muitos enriqueceram e acederam a
funções para que nunca estiveram curricularmente habilitados. A manutenção até hoje destes privilégios e
prebendas é inaceitável, em particular nos tempos de crise que
atravessamos. Sendo certo que a responsabilidade por este anacronismo não
é de nenhum destes políticos e ex-políticos em particular - também é verdade que
todos têm uma culpa partilhada por não revogarem este sistema absurdo que
atribui tenças milionárias à classe que mais vem destruindo o país. Urge
substituir este modelo pelo único sistema admissível que é o de que os titulares
de cargos públicos, quando os abandonam, sejam indemnizados exactamente nos
mesmos termos que qualquer outro trabalhador. E que passem a reformar-se, como
todos os restantes cidadãos, quando a carreira ou a idade o permita. É claro que dirigentes habituados a acumular
reformas de luxo com bons salários jamais compreenderão os problemas dos que têm
de viver com salários de miséria; ou sequer entenderão as dificuldades dos que
sobrevivem apenas com pensões de valor ridículo. Não serão certamente estes
reformados de luxo que conseguirão proceder às reformas estruturais de que
Portugal tanto está a precisar.» Paulo
Morais
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Cartão Relvas
Cartão Relvas
DESCRIÇÃO - Uma reportagem de João Aragão.
Excerto do 200º programa de "Inferno". Com Guilherme Fonseca.
O "Inferno" vai para o ar de segunda a sexta-feira às 22h30 e repete à uma da manhã. No sábado e no domingo, há "Uma Semana de Inferno" às 22h30, com os melhores momentos dos dias anteriores. Disponível no serviço on demand
Excerto do 200º programa de "Inferno". Com Guilherme Fonseca.
O "Inferno" vai para o ar de segunda a sexta-feira às 22h30 e repete à uma da manhã. No sábado e no domingo, há "Uma Semana de Inferno" às 22h30, com os melhores momentos dos dias anteriores. Disponível no serviço on demand
O BISPO QUE NÃO SE
ESCONDE
Manuel António Pina – Jornal de Notícias,
opinião
O que o
bispo D. Januário disse na TVI não foi, como clama o jornalismo de "soundbyte",
que "este Governo é profundamente corrupto". Disse que "há jogos atrás da
cortina, habilidades e corrupção, este Governo é profundamente corrupto nestas
atitudes a que estamos a assistir". Há uma diferença essencial. E há uma
desonestidade igualmente essencial quando se retiram da frase algumas palavras
omitindo o resto.
Por coincidência, no mesmo dia o
vice-presidente da Transparência Internacional afirmava que os envolvidos nas
privatizações da EDP e da REN devem ser chamados a responder pelo que se terá
passado "atrás da cortina". E, no dia anterior, fora noticiado que a PJ e o
DCIAP fizeram buscas nos bancos ligados a essas privatizações, não decerto por
estarem seguros de que tudo se terá passado sem as "habilidades" ou sem a
"corrupção" de que fala o bispo.
A reacção do ministro Aguiar-Branco, tomando
as dores dos "alguns" a quem D. Januário insistentemente se reporta, traiu-o:
mandou o bispo escolher entre "ser bispo (...) e ser comentador político". O
mesmo que Salazar queria que D. António Ferreira Gomes fizesse.
E imagino o que diria Aguiar-Branco se D.
Januário também tivesse, como o bispo do Porto, condenado o "financismo 'à
outrance'", o "economismo despótico", o "benefício dos grandes contra os
pequenos", a "opressão dos pobres" e o "ciclo da miséria" hoje promovidos pelo
Governo.
Antes de ter sido já era...
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