LEITURAS

domingo, 1 de julho de 2012

Sem palavras

José Manuel Coelho foi esta manhã retirado à força por elementos da PSP por ordem do presidente da Assembleia Legislativa da Madeira depois de o deputado do Partido Trabalhista Português (PTP) ter interrompido a cerimónia solene do Dia da Região e das Comunidades Madeirenses que este ano decorre na vila de São Vicente, norte da ilha.

No país da "paciência"

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Entidade Reguladora para a Comunicação Social







PORTUGAL VISTO POR LOBO ANTUNES


Agora sol na rua a fim de me melhorar a disposição, me reconciliar com a vida.

Passa uma senhora de saco de compras: não estamos assim tão mal, ainda 
compramos coisas, que injusto tanta queixa, tanto lamento.

Isto é internacional, meu caro, internacional e nós, estúpidos, 
culpamos logo os governos.

Quem nos dá este solzinho, quem é? E de graça. Eles a trabalharem para 
nós, a trabalharem, a trabalharem e a gente, mal agradecidos, protestamos. 
Deixam de ser ministros e a sua vida um horror, suportado em estóico 
silêncio. Veja-se, por exemplo, o senhor Mexia, o senhor Dias 
Loureiro, o senhor Jorge Coelho, coitados. Não há um único que não 
esteja na franja da miséria. Um único. Mais aqueles rapazes generosos, 
que, não sendo ministros, deram o litro pelo País e só por orgulho não 
estendem a mão à caridade.

O senhor Rui Pedro Soares, os senhores Penedos pai e filho, que isto 
da bondade as vezes é hereditário, dúzias deles.

Tenham o sentido da realidade, portugueses, sejam gratos, sejam 
honestos, reconheçam o que eles sofreram, o que sofrem. Uns 
sacrificados, uns Cristos, que pecado feio, a ingratidão.

O senhor Vale e Azevedo, outro santo, bem o exprimiu em Londres. O 
senhor Carlos Cruz, outro santo, bem o explicou em livros. E nós, por 
pura maldade, teimamos em não entender. Claro que há povos ainda 
piores do que o nosso: os islandeses, por exemplo, que se atrevem a 
meter os beneméritos em tribunal. 
Pelo menos nesse ponto, vá lá, sobra-nos um resto de humanidade, de respeito.

Um pozinho de consideração por almas eleitas, que Deus acolherá 
decerto, com especial ternura, na amplidão imensa do Seu seio. Já o 
estou a ver:
- Senta-te aqui ao meu lado ó Loureiro
- Senta-te aqui ao meu lado ó Duarte Lima
- Senta-te aqui ao meu lado ó Azevedo

que é o mínimo que se pode fazer por esses Padres Américos, pela nossa 
interminável lista de bem-aventurados, banqueiros, coitadinhos, 
gestores que o céu lhes dê saúde e boa sorte e 
demais penitentes de coração puro, espíritos de eleição, seguidores 
escrupulosos do Evangelho. E com a bandeirinha nacional na lapela, os 
patriotas, e com a arraia miúda no coração. E melhoram-nos 
obrigando-nos a sacrifícios purificadores, aproximando-nos dos 
banquetes de bem-aventuranças da Eternidade.
As empresas fecham, os desempregados aumentam, os impostos crescem,
penhoram casas, automóveis, o ar que respiramos e a maltosa incapaz de 
enxergar a capacidade purificadora destas medidas. Reformas ridículas, 
ordenados mínimos irrisórios, subsídios de cacaracá? Talvez. Mas 
passaremos sem 
dificuldade o buraco da agulha enquanto os Loureiros todos abdicam, 
por amor ao próximo, de uma Eternidade feliz. A transcendência deste 
acto dá-me vontade de ajoelhar à sua frente. Dá-me vontade? Ajoelho à 
sua frente indigno de lhes desapertar as correias dos sapatos.
Vale e Azevedo para os Jerónimos, já!
Loureiro para o Panteão já!
Jorge Coelho para o Mosteiro de Alcobaça, já!
Sócrates para a Torre de Belém, já! A Torre de Belém não, que é tão 
feia. Para a Batalha.
Fora com o Soldado Desconhecido, o Gama, o Herculano, as criaturas de 
pacotilha com que os livros de História nos enganaram.
Que o Dia de Camões passe a chamar-se Dia de Armando Vara. Haja 
sentido das proporções, haja espírito de medida, haja respeito.
Estátuas equestres para todos, veneração nacional. Esta mania tacanha 
de perseguir o senhor Oliveira e Costa: libertem-no. Esta pouca 
vergonha contra os poucos que estão presos, os quase nenhuns que estão 
presos como provou o senhor Vale e Azevedo, como provou o senhor 
Carlos Cruz, hedionda perseguição pessoal com fins inconfessáveis.

Admitam-no. E voltem a pôr o senhor Dias Loureiro no 
Conselho de Estado, de onde o obrigaram, por maldade e inveja, a sair.

Quero o senhor Mexia no Terreiro do Paço, no lugar D. José que, aliás, 
era um pateta. Quero outro mártir qualquer, tanto faz, no lugar do 
Marquês de Pombal, esse tirano. Acabem com a pouca vergonha dos 
Sindicatos. Acabem com as manifestações, as greves, os protestos, por 
favor deixem de pecar.

Como pedia o doutor João das Regras, olhai, olhai bem, mas vêde. E 
tereis mais fominha e, em consequência, mais Paraíso. Agradeçam este 
solzinho.

Agradeçam a Linha Branca.

Agradeçam a sopa e a peçazita de fruta do jantar.

Abaixo o Bem-Estar.
Vocês falam em crise mas as actrizes das telenovelas continuam a 
aumentar o peito: onde é que está a crise, então? Não gostam de olhar 
aquelas generosas abundâncias que uns violadores de sepulturas, com a 
alcunha de cirurgiões plásticos, vos oferecem ao olhinho guloso? Não 
comem carne mas podem comer 
lábios da grossura de bifes do lombo e transformar as caras das 
mulheres em tenebrosas máscaras de Carnaval.
Para isso já há dinheiro, não é? E vocês a queixarem-se sem vergonha, 
e vocês cartazes, cortejos, berros. Proíbam-se os lamentos injustos.

Não se vendem livros? Mentira. O senhor Rodrigo dos Santos vende e, 
enquanto vender o nível da nossa cultura ultrapassa, sem dificuldade, 
a Academia Francesa.
Que queremos? Temos peitos, lábios, literatura e os ministros e os 
ex-ministros a tomarem conta disto.
Sinceramente, sejamos justos, a que mais se pode aspirar?

O resto são coisas insignificantes: desemprego, preços a dispararem, 
não haver com que pagar ao médico e à farmácia, ninharias. Como é que 
ainda sobram criaturas com a desfaçatez de protestarem? Da mesma forma 
que os processos importantes em tribunal a indignação há-de, 
fatalmente, de prescrever. E, magrinhos, magrinhos mas com peitos de 
litro e beijando-nos uns aos outros com os bifes das bocas seremos, 
como é nossa obrigação, felizes.

(crónica satírica de António Lobo Antunes, in Visão abril 2012)

terça-feira, 26 de junho de 2012

NÃO SABIAM?



Quando o British Hospital surge numa conversa, tendemos a perguntar: o de Campo de Ourique ou o das Torres de Benfica?
O hospital pertence ao Grupo Português de Saúde desde o início dos anos 1980. O Grupo Português de Saúde pertence ao universo da Sociedade Lusa de Negócios, a tal que tinha um banco dentro. Exactamente: o BPN.
O banco serviu para financiar a compra do British. Um fiasco. Entre 1999 e 2009, o British recuou de uma média anual de 12 mil consultas para cerca de 1800. Entre 2004 e 2007, o presidente do Grupo Português de Saúde foi o economista José António Mendes Ribeiro, o qual, quando saiu do grupo, deixou um passivo de perto de cem milhões de euros.
Pois foi precisamente José António Mendes Ribeiro que o ministro da Saúde, Paulo Macedo, foi buscar para coordenar o grupo de trabalho que vai propor os cortes a aplicar no Serviço Nacional de Saúde.
Isto, que podia ser uma charla dos Malucos do Riso, é o ponto em que estamos.


Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que às vezes fico pensando, se a burrice não será uma ciência.

'' António Aleixo''

FASCISMO ECONÓMICO

segunda-feira, 25 de junho de 2012

CARTA ABERTA DE UM MILITAR



RELVAS


SEGURO FAZ DE CONTA



PS: uma oposição de Faz de Conta

Portugal - Parlamento: Passos Coelho recebe a primeira moção de censura

Público

O PCP é o autor do primeiro cartão vermelho parlamentar apresentado ao executivo maioritário de coligação PSD-CDS.

O Parlamento discute nesta segunda-feira a primeira moção de censura apresentada contra o Governo do PSD-CDS liderado por Pedro Passos Coelho. A censura ao Executivo é apresentada pelo PCP. A moção dos comunistas não vai passar no Parlamento, pois os deputados eleitos pelo PSD e pelo CDS perfazem cinquenta por cento mais um dos lugares no hemiciclo. Mas o momento viverá do simbolismo democrático e parlamentar deste acto e do debate que se verificará.

A moção do PCP tem voto favorável garantido pelo BE . Já Os Verdes, partido que é eleito para São Bento em coligação com o PCP, irá votar ao lado dos comunistas. A direcção do PS declarou logo a semana passada que o sentido do seu voto é a abstenção.

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, justificou esta moção com o "pacto de agressão" a Portugal, o "aumento da exploração" e o "empobrecimento" que "afundam o país" e o conduzem "ao desastre".

A "primeira ideia muito forte" que fundamenta a moção é a de que "um ano depois da aplicação do pacto de agressão, o país está pior, mais pobre, com uma recessão económica forte, com mais desemprego, com mais pobreza e mais desigualdade", afirmou, segundo a Lusa, aos jornalistas o líder parlamentar comunista, Bernardino Soares, depois de o PCP ter entregado o texto da moção no gabinete da presidente da Assembleia, na quarta-feira.

A "segunda ideia muito forte", acrescentou, é a de que está em curso "um fortíssimo ataque aos direitos", quer dos trabalhadores, quer sociais, "de toda a população", a nível do Sistema Nacional de Saúde, da educação ou nas prestações sociais, ou seja, "em todas as áreas onde a Constituição e a luta das populações têm consagrado direitos".

Bernardino Soares sublinhou que neste contexto há também um "enfraquecimento do Estado", ao nível das suas estruturas centrais e de soberania, referindo que as políticas decorrentes da aplicação do programa de ajuda externa, e as opções do Governo, têm impactos nas forças de segurança, nas Forças Armadas e no poder local, "sujeito a uma ofensiva enorme e à retirada da sua autonomia".

PR CAVACO SILVA NA ROTA DAS VAIAS E DOS APUPOS



A comunicação social é relativamente branda com as vaias e apupos com que sistematicamente os portugueses o acolhem nas suas visitas estilo “corta fitas” (Américo Thomaz) a inaugurações e a outras superficiais passeatas que vai fazendo - à nossa custa e a medo - pelo país. Ainda bem, porque cumpre~se o "país dos brandos costumes".

A rota das vaias e apupos de Cavaco Silva já fez com que por receios a sua viatura e comitiva retrocedessem para Belém a meio de percurso de passeata a uma escola de Lisboa que por isso foi anulada. Quem tem cu tem medo, afirma-se em adágio popular português. E é bem verdade. Hoje Cavaco esteve mais afoito. O hábito de ser mal recebido já mora com ele. Pois é. O que custa mais é a Primeira Vez… Mais suscetivel de acontecer a quem é, sem pudor, PR só de uns quantos (poucos). (Redação PG – AV)

Manifestação recebeu Cavaco em Guimarães


Cerca de cem manifestantes aguardaram a chegada do Presidente da República a Guimarães, fazendo muito barulho e empunhando cartazes contra o código laboral promulgado por Cavaco Silva na semana passada.

Nos cartazes dos manifestantes podia ler-se "Cavaco os 10 mil euros de reforma não chegam, mas vive com os nossos 300 euros".

O Presidente da República foi a Guimarães para inaugurar a Plataforma das Artes e da Criatividade, onde recebeu a medalha de ouro da cidade. A distinção a Cavaco Silva foi decidida na quinta-feira com o voto contra do vereador da CDU.

Durante a inauguração, o presidente da República sublinhou que a "ligação" entre criatividade e empreendorismo pode contribuir para "melhorar" a qualidade de vida da população e "até estimular a empregabilidade".

"Essa ligação contribuirá para melhorar a qualidade de vida e as condições de vida da população do Norte do país e até estimular a empregabilidade, principalmente dos mais jovens", afirmou.

Minutos antes, no discurso de inauguração do edifício e de agradecimento pela distinção, Cavaco Silva salientou a "necessidade" do Norte do país "se afirmar como um espaço privilegiado de crescimento das indústrias criativas em articulação com a atividade empresarial".

Segundo o presidente da Republica "desta articulação irá decerto resultar uma renovada dinâmica para as empresas" e "constituirá também um importante elemento de empregabilidade de jovens talentos".

Confrontado com os protestos ouvidos aquando da chegada à Plataforma das Artes e da Criatividade, Cavaco Silva escusou-se a comentar dizendo, porém, que "vivemos numa democracia".

E OS NOSSOS MITOS O QUE VÃO FAZER?...


CONSEQUÊNCIAS DA CRISE NA GRÉCIA !!

1. Zeus vende o trono a uma multinacional coreana.

2. Aquiles vai tratar o calcanhar na saúde pública.

3. Eros e Pan inauguram prostíbulo.

4. Hércules suspende os 12 trabalhos por falta de pagamento.

5. Narciso vende espelhos para pagar a dívida do cheque especial.

6. O Minotauro puxa uma carroça para ganhar a vida.

7. Acrópole é vendida e aí é inaugurada uma Igreja Universal do Reino de
Zeus.

8. Eurozona rejeita Medusa como negociadora grega: "Ela tem minhocas na
cabeça!".

9. Sócrates inaugura Cicuta's Bar para ganhar uns trocos.

10. Dionisio vende vinhos à beira da estrada de Marathonas.

11. Hermes entrega currículo para trabalhar nos correios.
Especialidade: entrega rápida.

12. Afrodite aceita posar para a Playboy.

13. Sem dinheiro para pagar os salários, Zeus liberta as ninfas para
trabalharem na Eurozona.

14. Ilha de Lesbos abre resort hetero.

15. Para economizar energia, Diógenes apaga a lanterna.

16. O Oráculo de Delfos anuncia os números do orçamento e provoca pânico
nas Bolsas.

17. Áries, deus da guerra, é apanhado em flagrante desviando armamento para
a guerrilha síria.

18. A caverna de Platão abriga milhares de sem abrigo.

19. Descoberto o porquê da crise: os economistas estão falando grego!

domingo, 24 de junho de 2012

PORTUGAL ENFERMO


VIVER SEM IR AO MÉDICO E SEM COMER



Orlando Castro*, jornalista – Alto Hama*

Segundo o jornal i, em Abril houve menos 327 mil consultas presenciais nos cuidados primários, a maior quebra de sempre registada na monitorização mensal dos cuidados de saúde.

Como aqui escrevi no final do ano passado, os portugueses entenderam bem a estratégia do governo para quem a solução para a crise de Portugal estava em viver sem comer e morrer sem ficar doente.

De facto, mais do que saber o que o governo pode fazer pelos portugueses, sendo que quatro em cada dez admitem fazer cortes no orçamento familiar para poderem comprar medicamentos, importa saber o que os cidadãos podem e devem fazer pelo governo.

Podem, por exemplo, viver às escuras porque isso ajuda a controlar a diabetes. Podem também viver sem comer pois essa estratégia ajuda a diminuir o excesso de peso e as doenças correlativas.

De acordo com o barómetro "Os portugueses e a saúde", 1,2 milhões de portugueses afirmam que deixam na farmácia alguns dos medicamentos necessários, sendo a população idosa, não activa, com níveis de instrução mais baixos a mais atingida com tal medida.

Quanto a mim isto acontece por uma manifesta incapacidade do governo em passar a sua mensagem. É que os portugueses ainda não perceberam os nobres, altruístas e beneméritos intentos dos donos do país quando sugerem (impõem, vá lá) que os cidadãos vivem sem comer e morram sem ficar doentes.

E porque não entendem, se calhar estão tentados – por manifesta influência da oposição - a dizer que estão entregues à bicharada. Mas não é assim. Desde logo porque a bicharada, até mesmo essa, não gosta de se alimentar de corpos esqueléticos, famintos e em estado terminal.

Acresce que, mais uma vez bem, o Governo continua a dar sobejos exemplos de que também está a apertar aquilo que os cidadãos já não têm, o cinto. Convém não esquecer, por exemplo, que os membros da equipa de Passos Coelho também fazem greve de fome para ajudar a pôr o país em e na ordem. É claro que só o fazem entre as refeições, mas – convenhamos - já é alguma coisa…

Recordam-se os portugueses de a ex-ministra da Saúde, Ana Jorge, ter apelado às famílias para fazerem “sopa em casa” em vez de gastarem em “fast food”, aproveitando a necessidade de contenção económica e como forma de combater a obesidade?

“É bom que as pessoas deste país tenham a noção que a obesidade implica um tratamento sério e alteração de comportamentos, desde que se nasce, ou melhor, até durante a gravidez”, realçou a então ministra, acrescentando que “é necessário modificar os comportamentos alimentares e de sedentarismo que as pessoas estão a ter” em Portugal.

Melhor do que comer sopa é, e um dia destes ainda vamos ver o actual primeiro-ministro a falar disso, fazer o mesmo que o indiano Prahlad Jani que – diz ele e até tem testemunhas ditas credíveis - não come nem bebe há mais de 70 anos.

Até agora, sobretudo porque os portugueses são uns desmancha-prazeres, os resultados em Portugal não são por aí além animadores. Todos os que tentaram seguir, por correspondência, o método de Prahlad Jani estiveram muito perto mas, quando estavam quase lá... morreram.

Uma investigação levada a cabo por especialistas da Universidade de Granada (Espanha) permitiu concluir que dormir completamente às escuras pode ajudar a controlar melhor a diabetes mellitus, uma doença metabólica crónica provocada pela insuficiente produção de insulina pelo corpo.

Se a esse facto se juntar o aumento do IVA na energia eléctrica, o melhor mesmo é viver às escuras, sem electrodomésticos e exercitando o corpo na lavagem da roupa à mão e bebendo líquidos à temperatura ambiente.

Essa quantidade insuficiente de insulina provoca excesso de glucose no sangue, pelo que os doentes têm que controlar ao longo de toda a sua vida os níveis, injectando insulina, seguindo uma dieta alimentar saudável e praticando exercício físico.

Recentemente, a equipa de investigadores da Universidade de Granada demonstrou que a melatonina, uma hormona segregada de forma natural pelo corpo humano, ajuda a controlar a diabetes, já que aumenta a secreção da insulina, reduz a hiperglicemia e a hemoglobina glicada e diminui os ácidos gordos livres, adiantou o jornal espanhol ABC.

Os mesmos efeitos foram verificados com a ingestão de alimentos que contém melatonina, como o leite, os cereais e as azeitonas, ou algumas plantas, como a mostarda, a curcuma, o cardamomo, a erva-doce e o coentro.

Aqui a coisa já não tem tanta piada. É que o leite, os cereais etc. são, cada vez mais, bens de luxo. E a situação do país não se compadece com esses gastos. Pão e laranja, ou farelo, é quanto basta. E mesmo assim…

Entretanto, baseado no exemplo de Prahlad Jani, Passos Coelho (certamente com a colaboração institucional de Cavaco Silva, Paulo Portas e António José Seguro) pretende - e vai conseguir - ensinar os portugueses a, pelo menos, viver sem comer.

Tal como já os ensinou a morrer sem ir ao médico. É obra!

Orlando Castro, jornalista angolano-português - O poder das ideias acima das ideias de poder, porque não se é Jornalista (digo eu) seis ou sete horas por dia a uns tantos euros por mês, mas sim 24 horas por dia, mesmo estando (des)empregado.

Título anterior do autor, compilado em Página Global: MANTEIGA VIRADA PARA BAIXO

quinta-feira, 21 de junho de 2012

GOVERNO ENCOMENDA ESTUDO PARA ACABAR COM O FUNDO DE PENSÕES DOS MILITARES


SINDICALISTA SEMPRE, SEMPRE AO LADO DO CAPITAL!

SEIS MESES DEPOIS



Manuel António Pina – Jornal de Notícias, opinião

Seis meses depois de lhe ter dado o seu aval, aprovando despedimentos fáceis e baratos, menores indemnizações, subsídios de desemprego mais baixos e durante menos tempo, menor retribuição das horas de trabalho, menos dias de férias, menos feriados, limitação da acção sindical, etc., a UGT parece ter descoberto, agora que o Código dos Despedimentos (é um eufemismo continuar a chamar-lhe Código do Trabalho) foi promulgado, que tudo isso "é ma[u], nomeadamente por pôr em causa o valor dos salários e do trabalho extraordinário".

Entretanto, ficou para as calendas a viril ameaça feita há três meses pela mesma central de denúncia do Acordo de Concertação Social se o Governo, em vez de só se preocupar com "a desregulação laboral e a redução das prestações sociais", não activasse o previsto "Compromisso para a Competitividade, Crescimento e Emprego". Na altura, João Proença lamentava já que o Governo andasse a negociar "medidas no âmbito do memorando da troika que [iam] contra o Acordo".

E, contudo, João Proença não pode queixar-se de ter sido enganado. Passos Coelho avisara: "Temos que dar um passo atrás para dar dois à frente". O passo atrás oferecido a Proença em troca do seu acordo a 200 passos em frente no sentido da desregulação laboral foi ceder na meia hora de trabalho diário. O que, decerto por acaso, era uma exigência do patronato.

terça-feira, 19 de junho de 2012

NOVO CÓDIGO DO TRABALHO


Novo Código do Trabalho: Fique a saber o que muda e tente manter o seu emprego.Fique a conhecer as regras do novo Código do Trabalho:


1 - Em vez de empregado, o trabalhador passa a ser considerado sempre desempregado e apenas se vai conseguindo manter no lugar, até que o patrão diga que já chega.
2 - O número máximo de dias de férias é 22 e terão de ser gozados em casa do patrão a cuidar do jardim.
3 - Horas extraordinárias são pagas a metade do valor porque não faz sentido pagar-se mais se o próprio trabalhador admite que foram horas “extraordinárias”. Em rigor, o trabalhador é que devia pagar à empresa pelas horas extraordinárias que esta lhe proporcionou.
4 - Para o despedimento já não é necessário justa causa, nem sequer causa.
5 - A indemnização é calculada com base no que o patrão tiver ali, ou seja, se ele só tiver ali umas moedas, no momento do despedimento, então a indemnização são essas moedas.
6 - O trabalhador pode faltar, nomeadamente por motivo de doença, só que depois não pode voltar.
7 - O salário deve ser o mais baixo possível salvo nos casos em que o patrão considere que o trabalhador nem salário merece, devendo nesses casos ser pago apenas o subsídio de alimentação, mas não é obrigatório, isto já vai da bondade do patrão.

QUEM QUER MATAR O SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE?


PORTUGAL, FRONTEIRA DA ALEMANHA



segunda-feira, 18 de junho de 2012

FUNDAÇÃO JOSÉ SARAMAGO - MANSAGEM DE EDUARDO LOURENÇO


Mensagem de Eduardo Lourenço para a inauguração da sede da Fundação José Saramago 

- 13junho2012, Casa dos Bicos, Lisboa.

«Nenhuma Cassandra podia vaticinar que a geração da Utopia que foi a de José Saramago encontraria, entre estes muros lembrados do império perdido, a sua capela ardente e maravilhosamente imperfeita. A realidade superou a ficção.
Mas só o fez porque, antes, a ficção, os sonhos de papel de um poeta filho da terra e da sua transcendência, converteu as suas fábulas em fábulas de ninguém e de toda a gente. Os muros sem norte desta casa que a capital do País achou por bem conceder ao romancista que pôs o nome da sua terra no ecrã literário do mundo são o rosário de contos que o nosso fabulista-mor consagrou à sua musa Blimunda e ao numeroso séquito que a acompanhará para sempre.
Com Saramago entra nesta casa uma geração que desejou de olhos abertos, se não mudar o mundo, torná-lo digno de ser salvo da sua irredenta inumanidade.
Cada um à sua maneira, Jorge de Sena, Vergílio Ferreira, Agustina, traz a sua luminosa sombra para fazer companhia ao autor de “Memorial do Convento” e de “Todos os Nomes”. Cada autor digno de memória resume a literatura do povo a que pertence e do mundo inteiro. Que ao menos aí sejamos a chama da única pátria que os ventos da História não apagam da nossa memória precária.»

Eduardo Lourenço, Vence, 12 de Junho de 2012

BANCO DE PORTUGAL ENTRA NA CAMPANHA PARA BAIXAR OS SALÁRIOS


O Banco de Portugal divulgou recentemente um "working paper", na linha do comunicado da troika" , que depois foi também utilizado pelos media na propaganda para reduzir os salários dos trabalhadores, onde procura mostrar que o aumento vertiginoso do desemprego em Portugal se deve também à rigidez dos salários, culpabilizando disso os sindicatos.

Neste estudo analiso o modelo utilizado pelos economistas do Banco de Portugal, mostrando a falta de credibilidade de tais conclusões.

Espero que este estudo possa ser um contributo para o esclarecimento da verdade.
Com consideração
Eugénio Rosa 




Economista