LEITURAS

segunda-feira, 25 de junho de 2012

SEGURO FAZ DE CONTA



PS: uma oposição de Faz de Conta

Portugal - Parlamento: Passos Coelho recebe a primeira moção de censura

Público

O PCP é o autor do primeiro cartão vermelho parlamentar apresentado ao executivo maioritário de coligação PSD-CDS.

O Parlamento discute nesta segunda-feira a primeira moção de censura apresentada contra o Governo do PSD-CDS liderado por Pedro Passos Coelho. A censura ao Executivo é apresentada pelo PCP. A moção dos comunistas não vai passar no Parlamento, pois os deputados eleitos pelo PSD e pelo CDS perfazem cinquenta por cento mais um dos lugares no hemiciclo. Mas o momento viverá do simbolismo democrático e parlamentar deste acto e do debate que se verificará.

A moção do PCP tem voto favorável garantido pelo BE . Já Os Verdes, partido que é eleito para São Bento em coligação com o PCP, irá votar ao lado dos comunistas. A direcção do PS declarou logo a semana passada que o sentido do seu voto é a abstenção.

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, justificou esta moção com o "pacto de agressão" a Portugal, o "aumento da exploração" e o "empobrecimento" que "afundam o país" e o conduzem "ao desastre".

A "primeira ideia muito forte" que fundamenta a moção é a de que "um ano depois da aplicação do pacto de agressão, o país está pior, mais pobre, com uma recessão económica forte, com mais desemprego, com mais pobreza e mais desigualdade", afirmou, segundo a Lusa, aos jornalistas o líder parlamentar comunista, Bernardino Soares, depois de o PCP ter entregado o texto da moção no gabinete da presidente da Assembleia, na quarta-feira.

A "segunda ideia muito forte", acrescentou, é a de que está em curso "um fortíssimo ataque aos direitos", quer dos trabalhadores, quer sociais, "de toda a população", a nível do Sistema Nacional de Saúde, da educação ou nas prestações sociais, ou seja, "em todas as áreas onde a Constituição e a luta das populações têm consagrado direitos".

Bernardino Soares sublinhou que neste contexto há também um "enfraquecimento do Estado", ao nível das suas estruturas centrais e de soberania, referindo que as políticas decorrentes da aplicação do programa de ajuda externa, e as opções do Governo, têm impactos nas forças de segurança, nas Forças Armadas e no poder local, "sujeito a uma ofensiva enorme e à retirada da sua autonomia".

PR CAVACO SILVA NA ROTA DAS VAIAS E DOS APUPOS



A comunicação social é relativamente branda com as vaias e apupos com que sistematicamente os portugueses o acolhem nas suas visitas estilo “corta fitas” (Américo Thomaz) a inaugurações e a outras superficiais passeatas que vai fazendo - à nossa custa e a medo - pelo país. Ainda bem, porque cumpre~se o "país dos brandos costumes".

A rota das vaias e apupos de Cavaco Silva já fez com que por receios a sua viatura e comitiva retrocedessem para Belém a meio de percurso de passeata a uma escola de Lisboa que por isso foi anulada. Quem tem cu tem medo, afirma-se em adágio popular português. E é bem verdade. Hoje Cavaco esteve mais afoito. O hábito de ser mal recebido já mora com ele. Pois é. O que custa mais é a Primeira Vez… Mais suscetivel de acontecer a quem é, sem pudor, PR só de uns quantos (poucos). (Redação PG – AV)

Manifestação recebeu Cavaco em Guimarães


Cerca de cem manifestantes aguardaram a chegada do Presidente da República a Guimarães, fazendo muito barulho e empunhando cartazes contra o código laboral promulgado por Cavaco Silva na semana passada.

Nos cartazes dos manifestantes podia ler-se "Cavaco os 10 mil euros de reforma não chegam, mas vive com os nossos 300 euros".

O Presidente da República foi a Guimarães para inaugurar a Plataforma das Artes e da Criatividade, onde recebeu a medalha de ouro da cidade. A distinção a Cavaco Silva foi decidida na quinta-feira com o voto contra do vereador da CDU.

Durante a inauguração, o presidente da República sublinhou que a "ligação" entre criatividade e empreendorismo pode contribuir para "melhorar" a qualidade de vida da população e "até estimular a empregabilidade".

"Essa ligação contribuirá para melhorar a qualidade de vida e as condições de vida da população do Norte do país e até estimular a empregabilidade, principalmente dos mais jovens", afirmou.

Minutos antes, no discurso de inauguração do edifício e de agradecimento pela distinção, Cavaco Silva salientou a "necessidade" do Norte do país "se afirmar como um espaço privilegiado de crescimento das indústrias criativas em articulação com a atividade empresarial".

Segundo o presidente da Republica "desta articulação irá decerto resultar uma renovada dinâmica para as empresas" e "constituirá também um importante elemento de empregabilidade de jovens talentos".

Confrontado com os protestos ouvidos aquando da chegada à Plataforma das Artes e da Criatividade, Cavaco Silva escusou-se a comentar dizendo, porém, que "vivemos numa democracia".

E OS NOSSOS MITOS O QUE VÃO FAZER?...


CONSEQUÊNCIAS DA CRISE NA GRÉCIA !!

1. Zeus vende o trono a uma multinacional coreana.

2. Aquiles vai tratar o calcanhar na saúde pública.

3. Eros e Pan inauguram prostíbulo.

4. Hércules suspende os 12 trabalhos por falta de pagamento.

5. Narciso vende espelhos para pagar a dívida do cheque especial.

6. O Minotauro puxa uma carroça para ganhar a vida.

7. Acrópole é vendida e aí é inaugurada uma Igreja Universal do Reino de
Zeus.

8. Eurozona rejeita Medusa como negociadora grega: "Ela tem minhocas na
cabeça!".

9. Sócrates inaugura Cicuta's Bar para ganhar uns trocos.

10. Dionisio vende vinhos à beira da estrada de Marathonas.

11. Hermes entrega currículo para trabalhar nos correios.
Especialidade: entrega rápida.

12. Afrodite aceita posar para a Playboy.

13. Sem dinheiro para pagar os salários, Zeus liberta as ninfas para
trabalharem na Eurozona.

14. Ilha de Lesbos abre resort hetero.

15. Para economizar energia, Diógenes apaga a lanterna.

16. O Oráculo de Delfos anuncia os números do orçamento e provoca pânico
nas Bolsas.

17. Áries, deus da guerra, é apanhado em flagrante desviando armamento para
a guerrilha síria.

18. A caverna de Platão abriga milhares de sem abrigo.

19. Descoberto o porquê da crise: os economistas estão falando grego!

domingo, 24 de junho de 2012

PORTUGAL ENFERMO


VIVER SEM IR AO MÉDICO E SEM COMER



Orlando Castro*, jornalista – Alto Hama*

Segundo o jornal i, em Abril houve menos 327 mil consultas presenciais nos cuidados primários, a maior quebra de sempre registada na monitorização mensal dos cuidados de saúde.

Como aqui escrevi no final do ano passado, os portugueses entenderam bem a estratégia do governo para quem a solução para a crise de Portugal estava em viver sem comer e morrer sem ficar doente.

De facto, mais do que saber o que o governo pode fazer pelos portugueses, sendo que quatro em cada dez admitem fazer cortes no orçamento familiar para poderem comprar medicamentos, importa saber o que os cidadãos podem e devem fazer pelo governo.

Podem, por exemplo, viver às escuras porque isso ajuda a controlar a diabetes. Podem também viver sem comer pois essa estratégia ajuda a diminuir o excesso de peso e as doenças correlativas.

De acordo com o barómetro "Os portugueses e a saúde", 1,2 milhões de portugueses afirmam que deixam na farmácia alguns dos medicamentos necessários, sendo a população idosa, não activa, com níveis de instrução mais baixos a mais atingida com tal medida.

Quanto a mim isto acontece por uma manifesta incapacidade do governo em passar a sua mensagem. É que os portugueses ainda não perceberam os nobres, altruístas e beneméritos intentos dos donos do país quando sugerem (impõem, vá lá) que os cidadãos vivem sem comer e morram sem ficar doentes.

E porque não entendem, se calhar estão tentados – por manifesta influência da oposição - a dizer que estão entregues à bicharada. Mas não é assim. Desde logo porque a bicharada, até mesmo essa, não gosta de se alimentar de corpos esqueléticos, famintos e em estado terminal.

Acresce que, mais uma vez bem, o Governo continua a dar sobejos exemplos de que também está a apertar aquilo que os cidadãos já não têm, o cinto. Convém não esquecer, por exemplo, que os membros da equipa de Passos Coelho também fazem greve de fome para ajudar a pôr o país em e na ordem. É claro que só o fazem entre as refeições, mas – convenhamos - já é alguma coisa…

Recordam-se os portugueses de a ex-ministra da Saúde, Ana Jorge, ter apelado às famílias para fazerem “sopa em casa” em vez de gastarem em “fast food”, aproveitando a necessidade de contenção económica e como forma de combater a obesidade?

“É bom que as pessoas deste país tenham a noção que a obesidade implica um tratamento sério e alteração de comportamentos, desde que se nasce, ou melhor, até durante a gravidez”, realçou a então ministra, acrescentando que “é necessário modificar os comportamentos alimentares e de sedentarismo que as pessoas estão a ter” em Portugal.

Melhor do que comer sopa é, e um dia destes ainda vamos ver o actual primeiro-ministro a falar disso, fazer o mesmo que o indiano Prahlad Jani que – diz ele e até tem testemunhas ditas credíveis - não come nem bebe há mais de 70 anos.

Até agora, sobretudo porque os portugueses são uns desmancha-prazeres, os resultados em Portugal não são por aí além animadores. Todos os que tentaram seguir, por correspondência, o método de Prahlad Jani estiveram muito perto mas, quando estavam quase lá... morreram.

Uma investigação levada a cabo por especialistas da Universidade de Granada (Espanha) permitiu concluir que dormir completamente às escuras pode ajudar a controlar melhor a diabetes mellitus, uma doença metabólica crónica provocada pela insuficiente produção de insulina pelo corpo.

Se a esse facto se juntar o aumento do IVA na energia eléctrica, o melhor mesmo é viver às escuras, sem electrodomésticos e exercitando o corpo na lavagem da roupa à mão e bebendo líquidos à temperatura ambiente.

Essa quantidade insuficiente de insulina provoca excesso de glucose no sangue, pelo que os doentes têm que controlar ao longo de toda a sua vida os níveis, injectando insulina, seguindo uma dieta alimentar saudável e praticando exercício físico.

Recentemente, a equipa de investigadores da Universidade de Granada demonstrou que a melatonina, uma hormona segregada de forma natural pelo corpo humano, ajuda a controlar a diabetes, já que aumenta a secreção da insulina, reduz a hiperglicemia e a hemoglobina glicada e diminui os ácidos gordos livres, adiantou o jornal espanhol ABC.

Os mesmos efeitos foram verificados com a ingestão de alimentos que contém melatonina, como o leite, os cereais e as azeitonas, ou algumas plantas, como a mostarda, a curcuma, o cardamomo, a erva-doce e o coentro.

Aqui a coisa já não tem tanta piada. É que o leite, os cereais etc. são, cada vez mais, bens de luxo. E a situação do país não se compadece com esses gastos. Pão e laranja, ou farelo, é quanto basta. E mesmo assim…

Entretanto, baseado no exemplo de Prahlad Jani, Passos Coelho (certamente com a colaboração institucional de Cavaco Silva, Paulo Portas e António José Seguro) pretende - e vai conseguir - ensinar os portugueses a, pelo menos, viver sem comer.

Tal como já os ensinou a morrer sem ir ao médico. É obra!

Orlando Castro, jornalista angolano-português - O poder das ideias acima das ideias de poder, porque não se é Jornalista (digo eu) seis ou sete horas por dia a uns tantos euros por mês, mas sim 24 horas por dia, mesmo estando (des)empregado.

Título anterior do autor, compilado em Página Global: MANTEIGA VIRADA PARA BAIXO

quinta-feira, 21 de junho de 2012

GOVERNO ENCOMENDA ESTUDO PARA ACABAR COM O FUNDO DE PENSÕES DOS MILITARES


SINDICALISTA SEMPRE, SEMPRE AO LADO DO CAPITAL!

SEIS MESES DEPOIS



Manuel António Pina – Jornal de Notícias, opinião

Seis meses depois de lhe ter dado o seu aval, aprovando despedimentos fáceis e baratos, menores indemnizações, subsídios de desemprego mais baixos e durante menos tempo, menor retribuição das horas de trabalho, menos dias de férias, menos feriados, limitação da acção sindical, etc., a UGT parece ter descoberto, agora que o Código dos Despedimentos (é um eufemismo continuar a chamar-lhe Código do Trabalho) foi promulgado, que tudo isso "é ma[u], nomeadamente por pôr em causa o valor dos salários e do trabalho extraordinário".

Entretanto, ficou para as calendas a viril ameaça feita há três meses pela mesma central de denúncia do Acordo de Concertação Social se o Governo, em vez de só se preocupar com "a desregulação laboral e a redução das prestações sociais", não activasse o previsto "Compromisso para a Competitividade, Crescimento e Emprego". Na altura, João Proença lamentava já que o Governo andasse a negociar "medidas no âmbito do memorando da troika que [iam] contra o Acordo".

E, contudo, João Proença não pode queixar-se de ter sido enganado. Passos Coelho avisara: "Temos que dar um passo atrás para dar dois à frente". O passo atrás oferecido a Proença em troca do seu acordo a 200 passos em frente no sentido da desregulação laboral foi ceder na meia hora de trabalho diário. O que, decerto por acaso, era uma exigência do patronato.